domingo, 29 de julho de 2012

Tchau. Me despeço de toda a ilusão que criei em torno da gente. Me despeço dos amassos, dos abraços, dos beijos lentos, do olhar mando que quer se aproximar e do teu mau humor enloquecedor. Me despeço de ti. Me despeço de mim, daqui que fui enquanto tinha esperança de que haveria um futuro entre nós dois. Me despeço das minhas ilusões, dos sentimentos intensos, do coração quentinho por estar sentindo novamente, me despeço do conforto que é sentir que um amor verdadeiro está nas minhas mãos. Também me despeço desta dorzinha que sinto em não saber se era um amor ou o que era. Me despeço da dúvida, dos meus medos, me despeço dos meus desejos, de ti e de mim, juntos. Agora separados, me despeço do teu mapa astral, da astrologia, lugares onde eu buscava caminhos para me aproximar de ti e desviar tuas caras feias. Me despeço daquilo que não cheguei a conhecer, da comida da tua mãe que nunca comi, da tua cama na tua outra casa onde nunca dormi, me despeço das viagens que nunca tivemos tempo de viajar juntos, me despeço da vontade de abrir os olhos de manhã e ter a ti como primeira maravilha vista no dia. Me despeço da minha doce ilusão de que ia ter uma história nova e verdadeira, novinha em folha, pra ser escrita de maneira doce e suave. Me despeço da ilusão onde me perdi, mas que iludida fui feliz, esperei um futuro, uma vida toda para ser compartilhada. Me despeço de ti. Dói o coração agora. Tenho vontade de deixar cair aquela lagrimazinha doída, mas tenho medo de ficar vazia e não sentir mais nada, já que por tanto tempo fui tão vazia e fria, voltando a sentir e desejar a felicidade, porque tinha teus beijos. Agora não tenho nada, nem paciência, nem esperança, nem disposição pra seguir com a ilusão. Então, não sei se deixo cair esta lagrimazinha doída, porque tenho medo de voltar a ser quem eu era antes de te ter. Vou deixar ela por aqui, enquanto me afogo nos meus cobertores, enquanto sinto que estou sendo esvaziada, enquanto sinto que estou perdendo o ritmo e o bom humor. Me despeço do bom humor que me arrumar só porque em meia hora sabia que tu ia chegar e eu queria estar ali toda linda te esperando, como se fosse pura coincidência a cara maquiada, o cabelo escovado, a saia nova combinando com o meu sapato vermelho. Me despeço da vontade de gastar minhas economias em roupas que possivelmente te encantariam. Me despeço da agonia de não saber quando vou te ver e se quando nos vermos, não vamos brigar e partir logo para um abraço. Me despeço da alegria que era ter todo este movimento na vida e agora dou abertura para o nada, o nada que ficou porque tenho que me despedir de ti. Que venha os momentos que agora serão vazios, sem teus gritos, tuas risadas exageradas, teu caminho pesado e ruidoso. Me despeço...





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